Quem nunca sonhou em morar fora de casa?
Sair do interior e se deliciar com as maravilhas que uma cidade grande pode nos proporcionar?
Arranjar um emprego, morar sozinho e ter suas próprias responsabilidades?
Tudo isso se encaixa no desejo que nos seduz desde que nos entendemos por gente e se traduz em uma única palavra: Liberdade.
Mas será mesmo que conseguimos ser livres?
Se parássemos para pensar em como na realidade tínhamos liberdade quando éramos menores, e a perdemos ao encontrá-la de fato, saberíamos que a liberdade da qual aspiramos, lutamos e conquistamos, trata-se na verdade de uma corrida incessante atrás de dinheiro, status e progresso.
Tais coisas não trazem e nunca trarão o verdadeiro e real sentimento de poder sentar em um sofá as 16 horas da tarde para assistir um filme qualquer, conversar com um amigo, almoçar com a família, respirar e sentir, sem pensar no futuro ou em como deveríamos nos dividir em cinco para fazer tudo que precisamos em um único dia.
Esquecemos o real sentido da vida, o de viver, e ao em vez disso, escolhemos permanecer em uma eterna corrida à escravidão física e mental, que pode sim nos levar a algum lugar, mas nunca trará de volta o que deixamos um dia passar.
sábado, 30 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Nó-s-eu
Tinha em mim um desejo incontrolável
e insaciável
de ser completa.
Completamente eu.
Só eu.
Tal eu que deixou de ser completamente eu,
assim que se transformou em nós.
O nós agrada, alegra
e parece ser mais completo do que o eu.
Comecei então a ser eu, vivendo por nós.
Mas e o meu completamente eu?
Passou a ser um nada sem o nós,
mesmo o nós sendo tudo sem o eu.
e insaciável
de ser completa.
Completamente eu.
Só eu.
Tal eu que deixou de ser completamente eu,
assim que se transformou em nós.
O nós agrada, alegra
e parece ser mais completo do que o eu.
Comecei então a ser eu, vivendo por nós.
Mas e o meu completamente eu?
Passou a ser um nada sem o nós,
mesmo o nós sendo tudo sem o eu.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Esse é o lema
As vezes não sabemos
O que somos, o que queremos
As vezes não sentimos
o que vemos, o que vivemos
As vezes não queremos
Nem isso, nem aquilo
As vezes não entendemos
o que sentimos, o que perdemos
As vezes não desejamos
nem o real, nem o ideal
Somos meros seres humanos.
Não devíamos
Mas queremos
Não iríamos
Mas faremos
Viver um dia de cada vez.
O que somos, o que queremos
As vezes não sentimos
o que vemos, o que vivemos
As vezes não queremos
Nem isso, nem aquilo
As vezes não entendemos
o que sentimos, o que perdemos
As vezes não desejamos
nem o real, nem o ideal
Somos meros seres humanos.
Não devíamos
Mas queremos
Não iríamos
Mas faremos
Viver um dia de cada vez.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Espelho
(...)O relógio marcava a hora
Mas não dizia o dia. O Tempo,
desconcertado,
estava parado.
Sim, estava parado
Em cima do telhado...
Como um catavento que perdeu as asas.
(MÁRIO QUINTANA)
Mas não dizia o dia. O Tempo,
desconcertado,
estava parado.
Sim, estava parado
Em cima do telhado...
Como um catavento que perdeu as asas.
(MÁRIO QUINTANA)
sábado, 8 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Imagens Escritas
Uma amiga me mandou um email hoje, e me fez relembrar tudo o que eu passei neste ano que está terminando.
Incrível poder enxergar cenas, imagens verdadeiras, de tudo o que ela expressou em palavras.
Aqui vai, um resumo do meu ano, do ano dela, do nosso ano, do seu ano, do ano de muitas pessoas por aí. Cada um com seus detalhes, segredos, medos e emoções.
" Já fiz cosquinhas na amiga só para ela parar de chorar. Me queimei brincando com vela. Fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Conversei com o espelho e até brinquei de bruxa!
Quis ser cozinheira, Alice, modelo, mágica, lutadora de boxe e publicitária! Me escondi atrás da cortina e esqueci os pés para fora. Surpreendi pessoas e até eu mesma! Passei trote por telefone. Tomei banho de chuva e viciei.
Magoei, e fui magoada. Roubei beijos, confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Raspei o fundo da panela de brigadeiro. Chorei ouvindo música no metrô. Tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de esquecer.
Deitei no gramado para ver estrelas cadente. Subi em árvores para roubar frutas. Caí da escada de bunda. Fiz juras eternas. Escrevi na parede do bar. Tomei pingas. Chorei sentada no chão do banheiro (e de vários neh!?). Fugi de casa para sempre, e voltei no outro instante. Corri para não deixar alguém chorando.
Fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só! Já vi por-do-sol cor de rosa e alaranjado. Me joguei na piscina sem vontade voltar! Bebi uísque até sentir meus lábios dormentes, virei muitas doses de vodka em nariz de palhaço! Olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar! Senti medo do escuro, do travão!
Tremi de nervoso. Quese morri de amor, mas renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial! Joguei bebida nos outros. Acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Deitei nos asfalto e não quis levantar! Gritei de felicidade.
Briguei na balada, senti raiva de muita gente. Apostei corrida descalça. Me apaixonei e achei que era pra sempre, mas pra sempre era um "pra sempre" pela metade.
Ganhei canções. Cantei no chuveiro. Deitei no quintal na madrugada para ver a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão!
Descobri que pode-se amar, e amar. Tive vontade de partir, começar do zero. Pensei em desistir. Cometi algumas locuras. Errei . Acertei. Adorei. Amei.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardado num baú, chamado coração!"
Incrível poder enxergar cenas, imagens verdadeiras, de tudo o que ela expressou em palavras.
Aqui vai, um resumo do meu ano, do ano dela, do nosso ano, do seu ano, do ano de muitas pessoas por aí. Cada um com seus detalhes, segredos, medos e emoções.
" Já fiz cosquinhas na amiga só para ela parar de chorar. Me queimei brincando com vela. Fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Conversei com o espelho e até brinquei de bruxa!
Quis ser cozinheira, Alice, modelo, mágica, lutadora de boxe e publicitária! Me escondi atrás da cortina e esqueci os pés para fora. Surpreendi pessoas e até eu mesma! Passei trote por telefone. Tomei banho de chuva e viciei.
Magoei, e fui magoada. Roubei beijos, confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Raspei o fundo da panela de brigadeiro. Chorei ouvindo música no metrô. Tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de esquecer.
Deitei no gramado para ver estrelas cadente. Subi em árvores para roubar frutas. Caí da escada de bunda. Fiz juras eternas. Escrevi na parede do bar. Tomei pingas. Chorei sentada no chão do banheiro (e de vários neh!?). Fugi de casa para sempre, e voltei no outro instante. Corri para não deixar alguém chorando.
Fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só! Já vi por-do-sol cor de rosa e alaranjado. Me joguei na piscina sem vontade voltar! Bebi uísque até sentir meus lábios dormentes, virei muitas doses de vodka em nariz de palhaço! Olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar! Senti medo do escuro, do travão!
Tremi de nervoso. Quese morri de amor, mas renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial! Joguei bebida nos outros. Acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Deitei nos asfalto e não quis levantar! Gritei de felicidade.
Briguei na balada, senti raiva de muita gente. Apostei corrida descalça. Me apaixonei e achei que era pra sempre, mas pra sempre era um "pra sempre" pela metade.
Ganhei canções. Cantei no chuveiro. Deitei no quintal na madrugada para ver a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão!
Descobri que pode-se amar, e amar. Tive vontade de partir, começar do zero. Pensei em desistir. Cometi algumas locuras. Errei . Acertei. Adorei. Amei.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardado num baú, chamado coração!"
domingo, 10 de outubro de 2010
Sutil Descoberta
Eu sempre acordei cedo pra festejar o sol lá fora.
Nunca me atrasei, perdi a hora.
Hoje eu acordei tarde.
Festejei o escuro,
depois o medo.
Acordei depois da hora,
vi alguma coisa indo embora.
E agora?
Silêncio.
É, hoje o dia foi do silêncio,
plausível, mas sem deixar de ser incômodo pra qualquer mente que, se estivesse ao meu lado, ouviria as minhas angústias gritando, de algum lugar aqui dentro.
Raiva.
Hoje o dia também foi da raiva,
irritantemente pegajosa, que sempre me leva a fazer o que eu não devia.
Lia, relia, relia, e lia.
Mais uma vez, só pra ainda sentir uma pontinha de esperança em não querer ler o que eu reli.
Dúvida.
O dia me levou a muitas dúvidas,
certo, errado, enrolado, acertado, junto, separado.
Qual é mesmo a resposta?
Nem sei mais quais são as perguntas.
Reflexão.
Por último e não menos importante, as reflexões são inevitáveis em minha vida.
Eu reflito o aflito, a aflição do que não quer me deixar em paz, nunquinha nessa vida.
Hoje eu acordei tarde,
mas não pra enxergar certas palavras,
atitudes e gestos que me fizeram mudar aqui dentro.
Sim, em um dia eu mudo muita coisa.
Vivo de evoluções.
Na realidade, revoluções.
Eu mudo e desmudo a hora que eu bem entendo,
e isso todo mundo já sabe, nem eu entendo.
Nunca me atrasei, perdi a hora.
Hoje eu acordei tarde.
Festejei o escuro,
depois o medo.
Acordei depois da hora,
vi alguma coisa indo embora.
E agora?
Silêncio.
É, hoje o dia foi do silêncio,
plausível, mas sem deixar de ser incômodo pra qualquer mente que, se estivesse ao meu lado, ouviria as minhas angústias gritando, de algum lugar aqui dentro.
Raiva.
Hoje o dia também foi da raiva,
irritantemente pegajosa, que sempre me leva a fazer o que eu não devia.
Lia, relia, relia, e lia.
Mais uma vez, só pra ainda sentir uma pontinha de esperança em não querer ler o que eu reli.
Dúvida.
O dia me levou a muitas dúvidas,
certo, errado, enrolado, acertado, junto, separado.
Qual é mesmo a resposta?
Nem sei mais quais são as perguntas.
Reflexão.
Por último e não menos importante, as reflexões são inevitáveis em minha vida.
Eu reflito o aflito, a aflição do que não quer me deixar em paz, nunquinha nessa vida.
Hoje eu acordei tarde,
mas não pra enxergar certas palavras,
atitudes e gestos que me fizeram mudar aqui dentro.
Sim, em um dia eu mudo muita coisa.
Vivo de evoluções.
Na realidade, revoluções.
Eu mudo e desmudo a hora que eu bem entendo,
e isso todo mundo já sabe, nem eu entendo.
Assinar:
Postagens (Atom)