Eu sempre acordei cedo pra festejar o sol lá fora.
Nunca me atrasei, perdi a hora.
Hoje eu acordei tarde.
Festejei o escuro,
depois o medo.
Acordei depois da hora,
vi alguma coisa indo embora.
E agora?
Silêncio.
É, hoje o dia foi do silêncio,
plausível, mas sem deixar de ser incômodo pra qualquer mente que, se estivesse ao meu lado, ouviria as minhas angústias gritando, de algum lugar aqui dentro.
Raiva.
Hoje o dia também foi da raiva,
irritantemente pegajosa, que sempre me leva a fazer o que eu não devia.
Lia, relia, relia, e lia.
Mais uma vez, só pra ainda sentir uma pontinha de esperança em não querer ler o que eu reli.
Dúvida.
O dia me levou a muitas dúvidas,
certo, errado, enrolado, acertado, junto, separado.
Qual é mesmo a resposta?
Nem sei mais quais são as perguntas.
Reflexão.
Por último e não menos importante, as reflexões são inevitáveis em minha vida.
Eu reflito o aflito, a aflição do que não quer me deixar em paz, nunquinha nessa vida.
Hoje eu acordei tarde,
mas não pra enxergar certas palavras,
atitudes e gestos que me fizeram mudar aqui dentro.
Sim, em um dia eu mudo muita coisa.
Vivo de evoluções.
Na realidade, revoluções.
Eu mudo e desmudo a hora que eu bem entendo,
e isso todo mundo já sabe, nem eu entendo.
domingo, 10 de outubro de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
iô-iô
Acordando, sonhando
Indo, vindo
Parando, girando
Chorando, sorrindo
Querendo, negando
Acreditando, mentindo
Esquecendo, lembrando
Voltando, seguindo,
Errando, acertando.
Indo, vindo
Parando, girando
Chorando, sorrindo
Querendo, negando
Acreditando, mentindo
Esquecendo, lembrando
Voltando, seguindo,
Errando, acertando.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Notas da Discórdia
Ontem eu estava realmente angustiada.
Queria gritar pro mundo ouvir: EU QUERO QUE ESSAS NOTAS VERDES SE EXPLODAM!
Mas e daí né? As pessoas me olhariam e diriam : que pena dessa garotinha, tão novinha e já tão louca e perturbada.
Talvez eu seja.
Mas ontem, após sair de uma entrevista de emprego, eu estava querendo explodir, chorar, me descabelar.
Primeiro porque achei que tinha ido mal,
Depois, porque não queria ter ido bem.
Dá pra entender?
Saí de lá atordoada e com meu celular tocando freneticamente na bolsa, com milhares de pessoas me perguntando como tinha sido a tal da entrevista, se eu tinha ido bem e se eu tinha conseguido responder a maldita pergunta que me persegue sempre: "o que vc deseja pra você daqui 5 anos?", como se fosse a coisa mais normal do mundo todos saberem, quando na verdade tenho certeza absoluta de que até quem me perguntou isso, não sabe.
Enfim, a única coisa que me acalmou de primeira foi andar pela estação da Sé lotada de gente, em pleno horário de pico, ao som de New York, New York. Me deu vontade de sair dançando, juro.
Após isso, seguindo em direção à minha mais nova casa paulistana, fui abordada por um Sarau na estação Santa Cecilia, onde várias pessoas declamavam poemas lindos, e que me fizeram refletir.
Confesso que já estava quase me desmanchando em lágrimas ali mesmo, me sentindo desamparada e idiota, quando uma frase de um dos poemas me fez voltar em si.
"será que a essência humana é mesmo a porra do dinheiro?".
Aquilo trouxe dentro de mim uma revolta maior ainda, e olhando em volta de todas aquelas pessoas do sarau, eu vi que ali eles faziam o que gostavam, ali estavam felizes, se divertindo, trabalhando com prazer.
Pois é, quando é que eu vou achar algo que realmente me dê prazer?
Quando é que eu vou poder pensar no que eu gosto e quero, ao em véz do que me sustenta e me faz ter uma sobrevida aparentemente luxuosa?
Quando é que eu vou poder decidir quem eu sou o que eu quero e o que pretendo pra daqui 5 anos?
Já que não obtive resposta pra todas aquelas perguntas, a solução do momento foi sair dali, caminhar na chuva e chorar só um pouqinho, pra ver se aqueles pensamentos e medos se esvaiam em um pouco de salgadas lágrimas.
Queria gritar pro mundo ouvir: EU QUERO QUE ESSAS NOTAS VERDES SE EXPLODAM!
Mas e daí né? As pessoas me olhariam e diriam : que pena dessa garotinha, tão novinha e já tão louca e perturbada.
Talvez eu seja.
Mas ontem, após sair de uma entrevista de emprego, eu estava querendo explodir, chorar, me descabelar.
Primeiro porque achei que tinha ido mal,
Depois, porque não queria ter ido bem.
Dá pra entender?
Saí de lá atordoada e com meu celular tocando freneticamente na bolsa, com milhares de pessoas me perguntando como tinha sido a tal da entrevista, se eu tinha ido bem e se eu tinha conseguido responder a maldita pergunta que me persegue sempre: "o que vc deseja pra você daqui 5 anos?", como se fosse a coisa mais normal do mundo todos saberem, quando na verdade tenho certeza absoluta de que até quem me perguntou isso, não sabe.
Enfim, a única coisa que me acalmou de primeira foi andar pela estação da Sé lotada de gente, em pleno horário de pico, ao som de New York, New York. Me deu vontade de sair dançando, juro.
Após isso, seguindo em direção à minha mais nova casa paulistana, fui abordada por um Sarau na estação Santa Cecilia, onde várias pessoas declamavam poemas lindos, e que me fizeram refletir.
Confesso que já estava quase me desmanchando em lágrimas ali mesmo, me sentindo desamparada e idiota, quando uma frase de um dos poemas me fez voltar em si.
"será que a essência humana é mesmo a porra do dinheiro?".
Aquilo trouxe dentro de mim uma revolta maior ainda, e olhando em volta de todas aquelas pessoas do sarau, eu vi que ali eles faziam o que gostavam, ali estavam felizes, se divertindo, trabalhando com prazer.
Pois é, quando é que eu vou achar algo que realmente me dê prazer?
Quando é que eu vou poder pensar no que eu gosto e quero, ao em véz do que me sustenta e me faz ter uma sobrevida aparentemente luxuosa?
Quando é que eu vou poder decidir quem eu sou o que eu quero e o que pretendo pra daqui 5 anos?
Já que não obtive resposta pra todas aquelas perguntas, a solução do momento foi sair dali, caminhar na chuva e chorar só um pouqinho, pra ver se aqueles pensamentos e medos se esvaiam em um pouco de salgadas lágrimas.
domingo, 25 de julho de 2010
Felicidade
Posso dizer que hoje foi um daqueles dias onde nada, absolutamente nada, pode te tirar o sorriso do rosto.
Muito pelo contrário, tudo te faz esticar os lábios, traduzindo-os então em um belo semblante da mais pura felicidade.
A já manjada lotação do trem, crianças gritando e chorando e pessoas se empurrando, tornaram-se motivos nulos para uma possível e óbvia vontade de surtar.
Olhar pela janela do trem em movimento, foi fácil.
Sem pensamentos confusos, sem medos ou inseguranças.
Senti uma atmosfera de sossego no ar.
Hoje eu estou com essa estranha e, diga-se de passagem, nada comum, sensação de felicidade extrema.
Sinto que estou no lugar e na hora que eu realmente gostaria de estar.
Me sinto completa.
Muito pelo contrário, tudo te faz esticar os lábios, traduzindo-os então em um belo semblante da mais pura felicidade.
A já manjada lotação do trem, crianças gritando e chorando e pessoas se empurrando, tornaram-se motivos nulos para uma possível e óbvia vontade de surtar.
Olhar pela janela do trem em movimento, foi fácil.
Sem pensamentos confusos, sem medos ou inseguranças.
Senti uma atmosfera de sossego no ar.
Hoje eu estou com essa estranha e, diga-se de passagem, nada comum, sensação de felicidade extrema.
Sinto que estou no lugar e na hora que eu realmente gostaria de estar.
Me sinto completa.
domingo, 11 de julho de 2010
Notas
Um apê em São Paulo que fique perto de tudo e todos.
Um emprego que eu goste e acorde todo dia feliz em ir até ele.
Um salário pra sustentar minhas vontades de consumidora frenética.
Um gato de estimação pra ser minha terapia diária.
Uma calma interior que aquiete minha alma.
Uma paz mental que me dê certezas.
Uma idéia que mude a minha vida.
Por agora, isso me basta.
Um emprego que eu goste e acorde todo dia feliz em ir até ele.
Um salário pra sustentar minhas vontades de consumidora frenética.
Um gato de estimação pra ser minha terapia diária.
Uma calma interior que aquiete minha alma.
Uma paz mental que me dê certezas.
Uma idéia que mude a minha vida.
Por agora, isso me basta.
domingo, 27 de junho de 2010
Caos e Cores
Sou uma bagunça de sentimentos e vontades
Um tornado de pensamentos e questionamentos
Uma lamentável e gigantesca dúvida.
Sou calma e feliz
Um dia quente e agradável
Uma luz na escuridão.
Sou triste e amarga
Um conjunto de rancor e decepção
Uma mistura de lágrimas e culpa.
Sou revoltada e vingativa
Um beco escuro e frio
Uma assustadora sede de destruir.
Sou apaixonada e confortável
Um lugar colorido e fresco
Uma vontade fácil de se entregar.
Sou o nada que existe
Um lugar longe e desconhecido
Uma mistura de caos e cores.
Um tornado de pensamentos e questionamentos
Uma lamentável e gigantesca dúvida.
Sou calma e feliz
Um dia quente e agradável
Uma luz na escuridão.
Sou triste e amarga
Um conjunto de rancor e decepção
Uma mistura de lágrimas e culpa.
Sou revoltada e vingativa
Um beco escuro e frio
Uma assustadora sede de destruir.
Sou apaixonada e confortável
Um lugar colorido e fresco
Uma vontade fácil de se entregar.
Sou o nada que existe
Um lugar longe e desconhecido
Uma mistura de caos e cores.
sábado, 29 de maio de 2010
Ontem, em minha caminhada diária para o Mackenzie, presenciei várias faces tristes.
Sim, fui observando as pessoas, suas atitudes e seus semblantes, desde o trem aqui na Estudantes, até minha faculdade, e me desanimou ver que ninguém parecia feliz.
Descontentes, incomodados, insatisfeitos, desanimados, pessimistas e tristes.
Uma melancolia dominava o ambiente e tudo em volta dele.
Mas pq?
Será pelo frio e falta de uma cama quetinha que alguns ali careciam?
Será pela fome rotineira e que produz buracos no estômago, que só aumenta, ao ver pessoas comendo uma porção gigante de batata frita bem ao seu lado?
Será pelo cansaço do trabalho exaustivo e massacrador?
Será pelo stress de pegar um transporte público com um número de pesssoas com certeza maior do que o devido,e ver que mais pessoas ainda querem pegar o mesmo transporte?
Será pela falta de perspectiva que assombra a maioria das pessoas?
Não sei..
Acho que infelizmente, o mundo em que vivemos hoje, realmente não nos trás outra cor, além desse cinza frio e mórbido que paira em nossas cabeças desde a hora em que acordamos, até a hora em que finalmente fechamos os olhos.
Triste fim, é o nosso.
Triste fim é o de todas as pessoas que lutam para sobreviver em um mundo caótico como o nosso, onde ninguém consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado.
Sim, fui observando as pessoas, suas atitudes e seus semblantes, desde o trem aqui na Estudantes, até minha faculdade, e me desanimou ver que ninguém parecia feliz.
Descontentes, incomodados, insatisfeitos, desanimados, pessimistas e tristes.
Uma melancolia dominava o ambiente e tudo em volta dele.
Mas pq?
Será pelo frio e falta de uma cama quetinha que alguns ali careciam?
Será pela fome rotineira e que produz buracos no estômago, que só aumenta, ao ver pessoas comendo uma porção gigante de batata frita bem ao seu lado?
Será pelo cansaço do trabalho exaustivo e massacrador?
Será pelo stress de pegar um transporte público com um número de pesssoas com certeza maior do que o devido,e ver que mais pessoas ainda querem pegar o mesmo transporte?
Será pela falta de perspectiva que assombra a maioria das pessoas?
Não sei..
Acho que infelizmente, o mundo em que vivemos hoje, realmente não nos trás outra cor, além desse cinza frio e mórbido que paira em nossas cabeças desde a hora em que acordamos, até a hora em que finalmente fechamos os olhos.
Triste fim, é o nosso.
Triste fim é o de todas as pessoas que lutam para sobreviver em um mundo caótico como o nosso, onde ninguém consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado.
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